sábado, 31 de janeiro de 2015

Kepler-444


Astrônomos internacionais anunciaram, nesta terça-feira (27), a descoberta da estrela mais antiga conhecida pela ciência, situada em um sistema estelar contendo cinco planetas do tamanho da Terra. 

A estrela tem 11,2 bilhões de anos e foi batizada de Kepler-444 em função da sonda Kepler, projetada para procurar novos planetas fora do Sistema Solar.

Os cinco planetas que a orbitam são um pouco menores do que a Terra. Eles cumprem a órbita ao redor do sol em menos de dez dias, a uma distância menor que um décimo daquela que separa a Terra do Sol, tornando-os muito quentes para serem habitáveis.

Mas foi a idade da estrela que surpreendeu os astrônomos.

Situada a uma distância de 117 anos-luz da Terra, a Kepler-444 é duas vezes e meia mais velha que nosso sistema solar, que tem 4,5 bilhões de anos.

Nuvem de hidrogênio "Gum 41"

O observatório de La Silla revelou detalhes inéditos de uma nuvem de hidrogênio chamada Gum 41. No seio desta nebulosa pouco conhecida, estrelas luminosas, quentes e jovens, emitem radiação que faz brilhar o hidrogênio circundante em tons de vermelho

A região do céu meridional na constelação do CENTAURO acolhe muitas nebulosas brilhantes, cada uma associada a estrelas quentes recém nascidas que se formaram das nuvens de hidrogênio gasoso. A intensa radiação emitida pelas estrelas jovens excita o hidrogênio restante, fazendo com que este brilhe na cor vermelha típica das regiões de formação estelar.

Esta nebulosa reside a cerca de 7.300 anos-luz de distância da Terra. Gum 41 foi descoberta pelo astrônomo australiano Colin Gum em fotografias obtidas no Observatório de Mount Stromlo, próximo de Canberra. Gum incluiu este objeto no seu catálogo de 84 nebulosas de emissão, publicado em 1955. Gum 41 é, na realidade, uma pequena parte de uma estrutura muito maior chamada Nebulosa Lambda Centauri, também conhecida pelo nome mais exótico de Nebulosa da Galinha Fugitiva.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Anéis Planetários

Anéis planetários estão presentes em alguns planetas rochosos e em gigantes gasosos. São finos anéis feitos de fragmentos que circulam a zona equatorial dos planetas, são apenas enfeites e podem ser vistos da superfície deles no lado iluminado como um brilho branco em meio a cor da atmosfera do planeta.

Os planetas de origem sempre têm anéis, que curiosamente só são visíveis no Estágio Espacial. A possível origem deles seria dos fragmentos que teriam sido liberados na órbita do planeta durante o impacto do cometa no início do jogo. Esses fragmentos teriam ficado em órbita no planeta até se acumularem na linha equatorial. Isso explicaria o fato deles só serem visíveis no Estágio Espacial, considerando que nos estágios anteriores os anéis ainda não estavam formados.

Muitos gigantes gasosos possuem anéis enormes tão grandes que chegam a serem mais largos que seus satélites.

Planeta com Anéis 200x Maiores que Anéis de Saturno

Astrônomos afirmam ter descoberto um planeta, cujo sistema de anéis é 200 vezes maior do que o de Saturno. É a primeira vez que uma estrutura dessa dimensão em torno de um planeta é encontrada fora do nosso Sistema Solar. A descoberta diz respeito ao planeta identificado como "J1407b" e foi feita por astrônomos do Observatório de Leiden, na Holanda, e da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. Segundo os cientistas, há provavelmente mais de 30 anéis, cada um medindo dezenas de milhões de quilômetros de diâmetro.
Para se ter uma ideia, os autores do estudo estimam que, se os anéis de Saturno fossem do mesmo tamanho que os de J1407b, eles seriam facilmente visíveis da Terra à noite, sendo várias vezes maior do que a Lua cheia.
Os anéis foram encontrados em dados recolhidos pelo observatório SuperWASP, por meio da detecção de variações na luz de estrelas, conforme os planetas as orbitam e as eclipsam. Os pesquisadores acreditam que o planeta em si é provavelmente um gigante gasoso como Júpiter ou Saturno, mas com massa até 40 vezes superior a Júpiter.